Deus
meu, que conheces as respostas,
Tu,
Senhor, que avalias os caminhos dos homens
E
consideras as razões dos seus corações;
Deus
meu, a ti estendo, em súplica, as minhas mãos,
Imploro
o teu perdão e a tua luz
Para os
meus caminhos tão obscurecidos.
Parado
estou à beira desta estrada,
Na
encruzilhada da vida,
Sem
saber para onde dirigir os meus passos.
Meu
coração está pesado, minhas costas vergam,
Os meus
joelhos vacilam — eu arquejo
Sob esta
carga ingente!
Se, no
entanto, pretender depô-la,
E por um
segundo respirar aliviado,
E por um
instante repousar meus olhos na paisagem...
Não
consigo, Senhor!
Pois
este fardo tão pesado tornou-se parte de mim,
Está
firmemente atado às minhas costas.
Como o
mosquito que prendeu a si mesmo na teia da aranha,
Da mesma
forma fiquei eu preso nas consequências de meus erros.
Desmancha
esta teia, meu Deus, com um sopro
Da tua
boca, com um simples olhar!
Tira de
meus pulsos as algemas e as pesadas correntes,
Pois sou
por elas conduzido para onde não quero ir.
Restaura,
Senhor, a minha vida
E faz-me
andar na plenitude da tua bondade.
Pois tu,
ó Deus, permitiste que nas minhas tribulações
Eu
pudesse, ainda, aprender valiosas lições.
Que eu
tome alento, então, antes que passe como a sombra.
Leva-me
para junto das águas de descanso,
Para os
verdes prados onde o alimento é abundante.