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quarta-feira, 10 de abril de 2013

À Tarde

Agradeço a Deus pelo silêncio
Que às vezes se faz.
O silêncio permitido
Pelo rádio desligado,
A TV muda e vazia,
As vozes cessadas.

Neste profundíssimo lago,
Certas pedras que caem
Não perturbam, integram-se;
O som da voz de uma criança,
Medido e sentido pela distância.
O som do canto de um pássaro
Crescendo no silêncio.

O som de um serrote é o som do aço
E da madeira, tão primitivo
Quanto nos dias de Noé.

Baixo contínuo é o vento,
De tudo um violoncelo desafinado.

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